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Abordagem Antroposófica

Escrito por Super User. Publicado em Uncategorised

A abordagem Antroposófica na Odontologia se baseia, para o diagnóstico e tratamento, nos princípios da Odontologia convencional juntamente com uma visão e compreensão ampliada do ser humano. 

A medicina de orientacão Antroposófica corresponde a uma das numerosas áreas de aplicação pratica da Antroposofia fundada por Rudolf Steiner ( 1862-1925) filósofo Austriaco, cuja ampla obra inclui 37 livros e artigos e por volta de 6.000 conferências publicadas. As áreas desenvolvidas sob seu impulso são a Pedagogia Waldorf, a Pedagogia Curativa, a Agricultura Biodinâmica, a Terapia Artistica, a Arquitetura Antroposofica, e Economia, entre outras áreas artísticas. 
As disciplinas básicas de qualquer fomação médica, morfologia, fisiologia e bioquímica, são estudadas sob uma nova ótica que partindo dos fenômenos perceptíveis vão de encontro ao sentido profundo, supra-sensível, do ser humano. Partindo da idéia da organização tríplice do ser humano, constituído de corpo, alma e individualidade, podemos ainda olhar para o corpo, para a psique e a individualidade, separadamente, e reencontrar esta mesma organização ternária.

O corpo apresenta um pólo, centrado na cabeça, caracterizado pela atividade nervosa e sensorial ( neuro-sensorial), de baixíssima vitalidade, de função potencializada no frio, cujos ossos se dispõe na periferia (crânio) em oposição ao pólo centrado no abdomem e nos membros, que se caracteriza pela intensa atividade metabólica, regenerativa, potencializada pelo calor e cujos ossos se localizam centralmente. Para equilibrar estes opostos temos o sistema rítmico, contração e expansão, que é o pulmão e o coração. 
O sistema neurosensorial, rítmico e metabólico-motor, se relacionam, respectivamente, com o pensamento, o sentimento e a vontade. 

A biografia humana, em seu percurso temporal, também apresenta uma organização triplice. Precisamos de aproximadamente o primeiros 21 anos para amadurecermos nosso corpo, dos 21 aos 42 anos madurecemos nossa psique e dos 42 aos 63 para desenvolvermos nossa individualidade. Cada um destes grandes ciclos pode ainda ser subdividido em três período de sete anos, os setênios, que correspondem a um período único do desenvolvimento humano. A idéia de corpo envolve duas naturezas, uma natureza peceptível pelos sentidos e uma natureza imperceptível diretamente, suprasensorial, porém observável pelos efeitos que imprime sobre a primeira.Esta natureza supra-sensível é concebida como organizada por quatro configurações de forças, como quatro campos de forças, todos invisíveis, que coordenam a função e a forma dos órgãos, sistemas, tecidos e celulas. 
O primeiro campo de forças físicas, embora envisível, claramente determina a estrutura de nossos ossos, fato constatado pela osteoporose aguda que um astronauta adquire se sai do contato com a força da gravidade. Este conjunto de forças se mostra evidente entre os minerais. 

O segundo campo de forças vitais ou forças vegetativas apresentam propriedade antigravitacionais, induzem a regeneração e ao crescimento celular de dentro para fora e se manifestam no tempo, enquanto as forças físicas se delineiam no espaço. As forças vitais se expressam exuberantemente entre os vegetais, através do elemento água. As forças anímicas ( terceiro campo), típicas dos animais, se caracterizam pelo desenvolvimento da percepção, da consciência e dos movimentos de locomoção. Para que esta organização se manifeste, obviamente, é necessário um sistema nervoso e um sistema muscular; estas forças coordenam o sistema gasoso. 

Apenas o ser humano apresenta de forma bem individualizada o quarto campo de forças, a organização do eu, que modula o sistema imunológico e permeia os demais sistemas através do calor.

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