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AMÁLGAMA

Escrito por Super User. Publicado em Biocompatibilidade

AMÁLGAMA - 1986 / a ADA pela primeira vez admitiu a toxicidade do mercúrio quando em valores acima de 50 microgramas de mercúrio por metro cúbico de ar enquanto na Europa o máximo é 30 microgramas. Em realidade o amálgama nunca foi aprovado pelo FDA como uma liga, pois os dois produtos foram aprovados separadamente; e ele nem sequer é uma liga verdadeira, pois é feito por uma mistura a frio e não é estável quimicamente, nem biologicamente inerte.

Suécia, Dinamarca e Alemanha adotaram uma série de restrições sobre amálgama. Fabricantes são obrigados a colocar em suas bulas.

Algumas das contra-indicações, como, por exemplo, em:
- contato proximal ou oclusal com outros metais.
- pacientes com severas deficiências renais.
- pacientes alérgicos a amálgama.
- restaurações retrógradas e endodônticas.
- material de núcleo para coroas ou inlays.
- crianças abaixo de seis anos de idade.
- em gestantes e mulheres que amamentam.

Ás vezes simplesmente ter bom senso e nos perguntarmos por que existe uma lei da Secretaria de Saúde que exige que restos de amálgama sejam descartados como "lixo contaminado", exigindo procedimentos especiais. Considerando que estes resíduos tão cuidadosamente descartados são os mesmos que colocamos e temos em boca por talvez mais de 25 anos. Será que nossa boca é lugar seguro para lixo contaminado? 

Alguns dos sintomas associados com intoxicação de mercúrio são:
Perda de memória, depressão, gengivite, problemas gastrointestinais, alteração de pressão sanguínea, autismo, candidíase recorrente, dores de cabeça, tosse persistente, alergia, extremidades frias, doença de Alzheimer, problemas renais, perda da coordenação motora, demência, perda óssea alveolar, gengivite, mau hálito, fraqueza muscular, dores articulares, entre outros.
Em relação à doença de Alzheimer estudos recentes mostram cada vez mais a relação da quantidade de amálgama em boca ou relação ocupacional com a doença.

O mercúrio é mais tóxico para pessoas com sistema imunológico afetado, principalmente Aids. Outra área muita polêmica são crianças com autismo; atualmente em alguns estados dos Estados Unidos, a vacina não é mais obrigatória pois existem evidências que o mercúrio presente nas vacinas pode ser um dos responsáveis pela doença, sendo que a probabilidade aumenta quando a mãe tem em boca muitas restaurações de amalgama. Em função de estética o uso do amalgama vem diminuindo, por isso o maior enfoque está sendo dado à maneira que removemos o amalgama, uma vez que a intoxicação pode ser aumentada por uma remoção inadequada. 

Por isso é indispensável adotar cuidados como:
- sala com boa ventilação
- proteção com mascaras e óculos de proteção
- uso de equipamento adequado, sistema de aspiração potente.
- uso de brocas especiais - que gerem pouco calor e fragmentos grandes.
- funcionamento do sistema excretor eficiente ( eliminação de fezes e urina ).
- vitamina C, cilantro (coentro), banhos de desintoxicação, saunas, e medicações homeopaticas ou antroposóficas.
- alimentação adequada para um pH equilibrado.

Mercúrio é absorvido pelo organismo em três diferentes formas:
1- Inalação do vapor de mercúrio e absorção pelos pulmões e pelas vias respiratórias superiores.
2-Oxidação (sulco gengival, calor gerado pela mastigação) do mercúrio e absorção gastrointestinal.
3- Absorção de íons de mercúrio através de difusão pelos dentes.

Estudos feitos em diferentes blocos de amalgamas removidos de restaurações de cinco e vinte anos mostram diferença em quantidades de mercúrio existentes. A análise de partes escuras e lisas de restaurações de cinco anos continham 27 por cento de mercúrio, 3 por cento de prata e 66 por cento de estanho. A análise de partes escuras e porosas de restaurações de 20 anos, continham entre 40-60 % de estanho, 37-51 % de zinco e 4-7 % de cobre e eram destituídos de mercúrio e prata. O surpreendente aumento de zinco pode estar relacionado com a presença de base de cimento de fosfato de zinco.

Áreas cinzas dos mesmos blocos de amalgama ainda continham 5% de mercúrio e 4 % de prata e estanho aumentou para 80 %. Se existe contato de amálgama e ouro ou outro metal nobre a velocidade da corrosão aumenta em muito. Vinagre e sal em uma salada produz um eletrólito com considerável aumento de condutividade e baixo pH; ambos fatores aumentam a corrosão e a liberação de mercúrio. 

Inflamações crônicas de boca, nariz e garganta podem ser exacerbados por ingestão de alimentos ácidos pois a interação com o amalgama é maior. O diagnóstico baseado na análise de mercúrio pela urina não é confiável por causa de eliminação limitada. Concentrações de mercúrio em urina, sangue ou saliva não nos dão real idéia da concentração de mercúrio nos tecidos, especialmente de vapor inalado de mercúrio que pode através da via nasal superior se depositar diretamente no cérebro, incluindo a região do hipotálamo que regula a velocidade dos batimentos cardíacos, respiração e pressão sanguínea.

Pesquisas realizadas com autópsias têm mostrado uma relação direta da quantidade de mercúrio encontrada nos tecidos do cérebro diretamente proporcionais ao número de restaurações de amálgama encontradas na boca. Quando colocamos mercúrio, cobre, estanho, zinco e prata em contato com a saliva, geramos corrente elétrica. Alterando a quantidade de corrente elétrica podemos dar informações alteradas ao nosso cérebro. Esta energia pode ser medida por um aparelho chamado Pertec. Parâmetros europeus consideram aceitável que um dente emita até 100 millivolts; entretanto, algumas restaurações grandes pode-se chegar 980 millivolts, o que extrapola em muito o limite do que é considerado seguro.

Em setembro de 1936, há quase 70 anos atrás a própria ADA (Associação Americana dos Dentistas) apresentou em seu Jornal, estudos sobre os efeitos sistêmicos das correntes galvânicas.

Alguns desses sintomas são:
- gosto metálico ou salgado
- aumento de secreção salivar
- sensação de queimadura ou pontadas na língua.
- Ocasiona choques nervosos e sensibilidade pulpar pela contato entre restaurações e contatos feitos com colher ou garfo.
- Mudanças patológicas no sangue, rins ou outros órgãos, causados provavelmente pela absorção de ions de metais tóxicos.
- Desconforto generalizado na boca, irritabilidade, indigestão, perda de peso, e em alguns casos, reflexos neurológicos irradiando dor através do ramo do nervo trigêmeo.

Há alguns anos o governo brasileiro fez uma campanha para descartar adequadamente lâmpadas fluorescentes depois do uso, e o motivo é o mercúrio que elas contém. Uma lâmpada fluorescente de aproximadamente 1m de comprimento tem aproximadamente 22 miligramas de mercúrio, enquanto que uma restauração grande de amálgama tem 1.000 miligramas de mercúrio.

Em outubro de 2003 em duas palestras, proferidas por Robert F. Kennedy Jr, ele dizia que se fosse mulher e quisesse engravidar, teria de se submeter a uma serie de desintoxicacoes de mercurio em funcao do alto nivel de mercurio no seu organismo, advindo de diversas fontes e uma delas o ar que respiramos diariamente e ao qual, nos dentistas, ajudamos a poluir.
( www.hecweb.org)